terça-feira, 14 de maio de 2019

A poça



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Claudiquei, mas me refiz a tempo de lembrar do teu riso
Os pensamentos dispersos, os contornos da rua, o teu nome rabiscado na calçada
Ruídos silenciosos e silêncios ruidosos pululavam aqui e ali

O temporal se fora
O céu estava limpo, agora
E então, finalmente, as estrelas!

A árvore caída sobre o meio fio dizia algo sobre o efêmero,
pela manhã  ninguém mais se lembrará de que ela, um dia, estivera 

A lembrança de uma canção noturna
O sinal perdido de wi-fi
O giz
A poça
E uma quimera

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