Eu sempre me vou. Gosto disso. Gosto do gosto que levo quando me vou. E invariavelmente me vou à noite. Isso porque gosto do gosto da noite, da solidão da noite, da brisa fresca da noite em meu rosto vincado. Houve algumas ocasiões, raras, é verdade, em que pensei em quedar-me. Mas logo me dei conta da impossibilidade em fazê-lo. Minha bagagem é leve. Aquilo que realmente importa eu carrego dentro de mim mesmo, inclusive aquele sorriso luminoso que me deste naquela longínqua tarde de abril.
Apenas por um dia é a natureza daquilo que é efêmero, transitório, impermanente, mas nem por isso menos belo, singular ou desprovido de importância. Sempre haverá uma perspectiva, um fragmento encoberto, que faz com que algo qualquer envolva alguma qualidade incomum, ainda que ambígua, mas por isso mesmo, rara.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Variáveis sobre a Impermanência
Eu sempre me vou. Gosto disso. Gosto do gosto que levo quando me vou. E invariavelmente me vou à noite. Isso porque gosto do gosto da noite, da solidão da noite, da brisa fresca da noite em meu rosto vincado. Houve algumas ocasiões, raras, é verdade, em que pensei em quedar-me. Mas logo me dei conta da impossibilidade em fazê-lo. Minha bagagem é leve. Aquilo que realmente importa eu carrego dentro de mim mesmo, inclusive aquele sorriso luminoso que me deste naquela longínqua tarde de abril.
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